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Lourinhã

Forte de Paimogo
Lourinhã
    Muito bem localizada, a freguesia da Lourinhã, a uma hora de caminho de Lisboa, tem uma orla marítima de cerca de 5 quilómetros, caracterizada por um conjunto de praias, de areia branca aliada a uma costa alta e rochosa, umas quase inacessíveis e praticamente desertas e outras muito cosmopolitas, de onde se pode ver o Cabo Carvoeiro e as Berlengas.

    Além da zona litoral, que se tem desenvolvido muito, esta freguesia, individualizada pela sua geologia e clima ameno, tem ainda um interior muito rural; Na sua diversidade, com paisagens imperdíveis tem um potencial agrícola e turístico, enormes.
    Situada numa zona de transição, tem um relevo de colinas e pequenos maciços, atravessado pelo Rio Grande e pelo Rio do Toxofal, é uma zona ainda rural, de povoamento disperso, que deu origem a várias povoações, estando a economia local assente, sobretudo, na agro-pecuária, com grande destaque para a batata, os legumes e a produção de frangos. Como consequência temos uma paisagem fortemente marcada pela actividade agrícola intensiva, salpicada pelos moinhos de vento, tipicamente portugueses.

    A evolução da paisagem tem sido acelerada o que origina uma pobreza a nível de fauna e de flora naturais, excepção feita para a Mata da Quinta da Moita Longa. Não obstante, podemos subdividir a área natural em duas zonas: a faixa litoral e o interior. No que respeita à população, como o crescimento urbano em Portugal a partir dos anos 60 tem sido consideravelmente superior ao crescimento demográfico registado e apesar da proximidade da Área metropolitana de Lisboa, os indicadores demográficos demonstram que tem crescido mas não o suficiente que evite o seu inevitável envelhecimento, o qual só tem sido atenuado pela imigração que tem conseguido combater a emigração.

    A melhoria dos acessos com a auto-estrada A8 e a melhoria dos transportes rodoviários com o Expresso, também foi um aspecto positivo uma vez que facilita muito os fluxos migratórios pendulares, sobretudo entre a Lourinhã e a grande Lisboa. Por outro lado, apesar da grande evolução que se tem registado na melhoria dos equipamentos na área da cultura e do desporto, a ocupação dos tempos livres ainda varia muito com a época do ano e o ritmo do trabalho. É uma zona muito híbrida, mas de destaque as actividades ligadas ao mar, as desenvolvidas pelas associações e ainda, sobretudo junto da população mais velha, os jogos tradicionais.

       
Baía de paimogoPraia da Areia Branca

Lourinhã - As origens
    A história da Lourinhã começa muito antes de haver história. As suas primeiras histórias datam de há muitos milhões de anos atrás e tornaram-na centro de uma das áreas mais ricas de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior em todo o mundo, o que lhe valeu o título de “Capital dos dinossauros”. Mas o melhor é recuar ao Jurássico para ter a história completa.
    Depois da extinção dos dinossauros, com uma situação privilegiada junto ao mar, clima ameno, atravessada por um rio, navegável até provavelmente inícios do séc. XX, a Lourinhã era rica em florestas, caça e terrenos férteis. Um habitat perfeito, como nos comprovam os vestígios da presença humana desde sempre: do Paleolítico, passando pelo Mesolítico, Neolítico e Calcolítico. De facto, com o decorrer dos milénios, passaram por aqui muitos povos, além Romanos, Bárbaros, Vizigodos e Árabes, até à época da Reconquista, altura em que foi conquistada por D. Afonso Henriques.

    Doada a D. Jordão, um dos cruzados franceses que ajudaram na reconquista de Lisboa, para a povoar, a Lourinhã de 1160, data do primeiro foral da Lourinhã, até 1863 foi um senhorio, entregue aos sucessivos Donatários da Lourinhã.
    Apesar da origem do seu nome, “Lourinhã”, ser muito anterior à nacionalidade, a história desta freguesia é muito a história do município até meados do séc. XVI, pois até essa época a paróquia abrangia a vila e todo o concelho, pelo que não se pode falar da Lourinhã enquanto freguesia actual. Nem é fácil falar da sua história, pois o motim de 6 de Janeiro 1868, levou à destruição do arquivo da Câmara Municipal (incendiado a título de revolta), o que resultou no desaparecimento de todos os documentos históricos aí arquivados, inclusive os próprios forais.

    A sede da paróquia era na igreja matriz, edificada entre os muros do Castelo, a qual foi, posteriormente, substituída pela actual igreja do castelo, em meados do séc. XIV. Em relação à freguesia, desde de 1555, tem sido subdividida, ao longo dos tempos e ao sabor das políticas, pelas outras freguesias: Miragaia, Marteleira e Vimeiro (1555), Santa Bárbara (1956) e Atalaia (1985). Moledo, S. Bartolomeu, Moita dos Ferreiros e Reguengo Grande até 1863 pertenciam ao concelho de Óbidos.
    No plano económico, com uma actividade muito centralizada no sector primário, teve a sua primeira feira, provavelmente, na época medieval. Muito mais antigas serão as raízes das suas festividades, muitas delas com origem anterior à fé cristã, ligadas a cerimónias pagãs de fertilidade, que marcavam o ciclo dos trabalhos e de carácter religioso, como o culto aos mortos, como é comum, de resto, a todos os universos.

    No que respeita a património arquitectónico, para além da igreja do castelo, não existia nada de relevante até época de ouro dos descobrimentos. A Lourinhã dos séculos XV e XVI, onde, segundo o censo de 1527, já existiam a maior parte das povoações, vai dar passos importantes, como, de resto, todo o país. Após a governação espanhola entramos num período muito conturbado, marcado pelas invasões francesas, epidemias, guerras de poder e motins. Estes factores levarão à queda da monarquia, implantação da república e consequente formação de um bloco republicano, em 1919, defensor dos interesses da Lourinhã, para mais tarde, com o golpe militar de 28 de Maio de 1926, ser implementado em Portugal o antigo regime, uma ditadura que perdurou até 1974.

    A excepção para este período dá-se com a geração de 70, altura em que surge uma comissão (1875) que será a grande impulsionadora da modernização da Lourinhã.
    Contudo, o crescimento dos últimos anos deve-se muito às transformações socio-económicas do pós-25 de Abril, o movimento associativo e a adesão do país à União Europeia em 1986. Numa conjuntura favorável, entrámos, em 92, na rota das regiões demarcadas de aguardente e com o pé direito no séc. XXI. A Lourinhã é oficialmente considerada capital dos dinossauros portuguesa, em 2004, estando projectado um Parque temático que, segundo veiculado, deverá abrir portas em 2010.
 
 

 
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