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Moledo

     Situada no planalto da Cesareda, no concelho da Lourinhã de cuja sede dista aproximadamente 8 quilómetros, no distrito de Lisboa, a freguesia de Moledo tem por orago O Divino Espírito Santo, ao qual os habitantes dedicam uma festa anual.
     O topónimo "Moledo" está relacionado com a topografia do território em que se integra esta freguesia, pois deriva do baixo-latim "molletum", que significa "rochedo", talvez de origem pré-romana (que ainda hoje tem uso regional, embora o seu significado tenha sido influenciado pelo adjectivo "mole").      A fixação humana inicial no seu território ascende a épocas imemorias; Nery Delgado estudou toda esta área, em finais do século XIX, e recolheu bastantes informações sobre a arqueologia local. Numerosas grutas encontradas no planalto de Cesareda revelavam indícios claros de terem sido habitadas durante o período romano e servido mesmo de acampamento  para    aquelas    tropas.
     Existiu na freguesia um palácio, onde viveu D. Inês de Castro, que ali se encontrou por diversas vezes com D. Pedro; trata-se de um facto ' histórico que, mesmo sem estar inteiramente confirmado, permitiu àquela habitação ser imortalizada, apesar de hoje nada existir dela. No entanto, este palácio (ou um outro no mesmo local) era já importante muito antes de ser habitado por D. Inês de Castro, pois os estudiosos afirmam que a povoação cresceu em sua volta, como era habitual naquela época. Segundo Pinho Leal, neste mesmo local terá existido um templo fenício ou cartaginês; do facto de terem sido descobertos vestígios arábicos neste local se depreende que o seu povoamento não foi interrompido.
     Em termos administrativos, esta freguesia era uma das quatro que pertenciam ao concelho de Óbidos, e foi neste termo que D. Fernando, no século XIV, concedeu as primeiras regalias à povoação de Moledo, em publicação de carta de privilégios, a 12 de Setembro de 1378, documento que se constituiu num dos primeiros relativos à História da freguesia: "(...) A todolos moradores que ora moram em Moledo, termo de Óbidos, onde mandamos fazer os nossos Paços e a todolos outros (...) temos por bem e mandamos que eles sejam escusados de pagar jugadas, nem peita, nem em finta,
nem em talhas, que os concelhos da vila de Óbidos e da Atouguia lançam, e como quer que os ditos moradores sejam vizinhos das ditas vilas, por alguns bens que em termo das ditas vilas tenham. E outrossim serão escusados de ir com hoste e enfossados". Confirma-se também, através deste documento, a existência de um palácio na freguesia e que D. Fernando o transformou em residência real.
     Uma outra teoria se levanta sobre a história desta freguesia: a possibilidade de Moledo ter constituído concelho próprio, embora não existam dados oficiais que o confirmem, a não ser uma leve suspeita levantada por um documento do século XV: "A quantos esta nossa carta virem fazemos saber que por parte do concelho de Moledo nos foi apresentada uma carta de el-rei D. Fernando que tal..."; este documento do tempo de D. Manuel I é apenas uma confirmação de privilégios concedidos por D. Fernando, e não um foral. Moledo passou para o concelho da Lourinhã depois da grande reforma administrativa de 6 de Novembro de 1836. A nível eclesiástico, foi um curato da apresentação do cabido da Sé de Lisboa.
     Destaca-se no seu património cultural e edificado, a Igreja Matriz, de construção renascentista; tem no seu interior um lambril de azulejos do século XVII, do tipo tapete e o tecto está coberto de pinturas de arabesco; sofreu já diversas obras de restauro desde a sua edificação. Os moinhos de vento e a vasta zona florestal que rodeia a freguesia, são também importantes atractivos turísticos.
     Moledo é mais uma freguesia do nosso país onde a prática agrícola é ainda uma importante fonte de rendimento para a sua população, apesar desta actividade ter sofrido grandes evoluções nas últimas décadas, permitindo que se aumentasse a produção, com o aumento da mecanização, e ao mesmo tempo, que se diminuísse consideravelmente a necessidade de mão de obra, pelo que, a população que deixou de trabalhar nos campos, teve de procurar outros meios de sobrevivência, como é o caso da construção civil. Como consequência da escassa oferta de trabalho no local e arredores, um número razoável de habitantes da freguesia optou por procurar emprego nos centros urbanos, de forma a conseguirem assim equilibrar o orçamento familiar.

 

 
 

 
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